Archive for maio, 2011

A fonoaudiologia pode ajudar quem ronca?

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A resposta é SIM!

Roncar pode ser considerado normal, mas a grande verdade é que isso é sinal de que algo não vai bem.

Pense: é de se esperar que ao dormir, a boca se feche e que exista fluxo respiratório abundante para que o ar entre e saia do organismo através do nariz até os pulmões. Bom, se ocorre um barulho durante esse processo, significa que existe uma barreira mecânica à passagem deste ar, portanto, entra menos ar do que o organismo precisa durante todo esse tempo.

Não é novidade para ninguém que passamos cerca de um terço da vida dormindo. Mas alguém já parou para pensar na qualidade em que vivemos esse período de nossas vidas? Além de incomodar que está ao lado, o ronco pode trazer malefícios para o “roncador“? Existe uma maneira de controlar esse incoveniente?

As respostas são: sim, sim, sim. Mas não estamos falando em cura e sim de controle da situação.

Existem estudos sobre a qualidade do sono e os seus distúrbios que podem afetar pessoas de diferentes idades. Hoje existem inclusive especialidades médicas para diagnosticar o problema e tratar com medicamentos e aparelhos. A Fonoaudiologia não ficou para trás, também desenvolve estudos e atuação baseada em evidências científicas para reabilitar este indivíduo e devolver o precioso silêncio noturno para ele e sua família.

A boa notícia é que outras coisas melhoram na vida do indivíduo após o tratamento fonoaudiológico, como: capacidade de respirar, controle da mastigação e deglutição, tônus facial, estética, fala e, claro a qualidade do sono.

Normalmente o ronco alto e frequente, a sonolência diurna, irritabilidade e outros são sintomas da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) que é considerada uma doença crônica, progressiva que pode trazer acometimentos definitivos na vida do indivíduo.

O ronco é resultado da vibração de tecidos que ficam dentro da boca, nariz e garganta. Esses tecidos nesse caso são flácidos e ficam ainda mais quando a pessoa relaxa e se deita de barriga para cima. É mais incidente em pessoas gordas, mas pode aparecer também em indivíduos magros que apresentam essa flacidez.

O tratamento da fonoaudiologia possibilita tonificar essas estruturas e viabilizar que o ar flua abundante e livremente pelo nariz tirando de cena o ronco: esse ruído intenso que não apenas incomoda mas causa problemas para a saúde das pessoas.

Atenção! Para os casos em que a apnéia é grave, torna-se imprescindível uma solução imediata do problema e o profissional de referência para o caso é o Dr. Jorge Caran: 3275-2358

 

Atuação pré e pós cirurgia de redução de estômago

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Vamos sempre considerar que o nosso corpo é composto, em parte considerável, por músculos. Assim também o são a nossa face, nosso pescoço, nossas pregas vocais, e assim por diante. Se a pessoa se torna obesa, todo o seu corpo é acometido. Sem contar na razão pela qual o indívíduo engordou: fatores emocionais, mastigação deficiente, problemas metabólicos, ou um importante desleixo. Vale lembrar aquele velho dito popular: “existe magro que come muito, mas é muito difícil encontrar gordo que come pouco.” Na verdade, é certo que o gordo ou obeso come errado. Desde a escolha de seus alimentos até a maneira com que se alimenta.

Voltando ao nosso raciocínio, no obeso outras estruturas também são “gordas” e “flácidas”, como a musculatura mastigatória, músculos intrínsecos e extrínsecos da laringe, músculos do pescoço e assim por diante. Portanto, pode acontecer de virem associados à obesidade alterações vocais, dificuldades para mastigação, restrições alimentares, ronco, apnéia do sono e excesso de tecido adiposo em vias aéreas superiores, sem contar na possibilidade de alterações de dicção e na certeza de uma alteração no fator estético.

Após a cirurgia bariátrica (redução de estômago) é importante realizar ajustes na respiração, mastigação e fala. Além disso, é necessário correr atrás de uma musculatura facial menos flácida e mais bonita. Os outros fatores como o ronco e alterações vocais, por exemplo, vão tomando nova forma e se manifestando mais controlado uma vez que todo o aparelho fonador será trabalhado.

A Clínica Fonema é pioneira em tratamento pré e pós cirurgia bariátrica. Para saber mais sobre o assunto confira a reportagem do Conselho Federal de Fonoaudiologia:

Fonoterapia aperfeiçoa resultados
da cirurgia bariátrica
http://www.fonoaudiologia.org.br/publicacoes/comunicar48.pdf

Disfagia? O que é isso?

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Disfagia é o termo utilizado para a dificuldade de alimentação que pode acontecer por inúmeras razões. Em neonatos a prematuridade pode ser um fator determinante, em crianças e jovens devido a algum traumatismo mecânico ou neurológico e em idosos por doenças degenerativas, acometimentos neurológicos ou outros fatores.

A disfagia pode trazer uma série de prejuízos, dentre eles, o mais grave é o comprometimento da saúde dos pulmões.

A nossa laringe, em parceria com os lábios, esôfago, traquéia e outras estruturas, formam um time que trabalha para proteger os nossos pulmões (vias aéreas inferiores) através de um jogo pressórico mágico que não deixa entrar neles nem uma gota de água sequer. Mas se um jogador desse time apresentar algum desajuste em seu desempenho, o jogo pressórico pode não ser tão eficaz assim, então os pulmões estão correndo sério risco. Pode cair comida nas vias aéreas inferiores. Se isso acontecer, um ou mais dos seguintes sintomas podem estar presentes:

- tosse durante ou logo após a deglutição

- voz molhada (voz parecida com gargarejo)

- cianose (vermelhidão no rosto)

- dispnéia (alteração no ritmo da respiração da pessoa)

Além do mais, a pessoa apresenta maior dificuldade para terminar uma refeição, tem menos apetite e pode vir a se tornar desnutrida.

A disfagia, em muitos casos, tem cura e, em outros, pode ser gerenciada. O acompanhamento fonoaudiológico na maioria das vezes retoma alimentação oral segura ou pelo menos oferece algum prazer alimentar ao indivíduo. Mas casos em que nem isso é possível, trabalha-se para garantir integridade de vias aéreas inferiores.

“ATENÇÃO: A disfagia não é uma doença por si só, mas um sintoma de que alguma alteração pode estar ocorrendo, sendo imprescindíveis a orientação e o tratamento adequados.” (Conselho de Fonaoudiologia)