Quando a criança começa a aprender a ler, ela precisa começar a entender que os sons podem ser significados através de símbolos. Esses símbolos são os grafemas.
Existe um conflito natural para que seja possível a correspondência fonêmica-grafêmica. E é também por isso que o “falar errado” não pode ser considerado bonitinho e que não podemos deixar para depois. É claro que cada idade tem um nível linguistico e fonético considerado adequado mesmo com processos fonológicos presentes. Mas hoje o esperado é que a criança complete os 4 anos de idade falando adequadamente todos os fonemas do português brasileiro.
Os processos fonológicos de substituição, omissão, simplificação, adição têm de ser superados antes da alfabetização da criança. Quando eu falo corretamente, passo pelo conflito fonêmico-grafêmico de uma maneira adequada e vou superando as dificuldades para adquirir a leitura e a escrita. Mas se eu falo errado, por exemplo “faca” no lugar de “vaca“, então em tenho o fator dificultador para a adequação da leitura. E outros problemas maiores podem coexistir desde baixo rendimento escolar até problemas emocionais.
É importante sanar dificuldades da fala antes da alfabetização, e também de acompanhar a aquisição da leitura e escrita da criança em fase de alfabetização. A fonoterapia nesses casos é fundamental e segue com as estratégias elementares em um processo como este.


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