Archive for janeiro, 2012

Entenda como funciona nosso cérebro!

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O cérebro humano é realmente fantástico! Ele se divide em áreas (lobos delimitados por sulcos) e cada uma dessas áreas tem uma responsabilidade específica para manter todos os nossos sentidos em pleno funcionamento.

O lobo frontal é responsável pelas nossas habilidades motoras (incluindo fala) e pelas funções cognitivas. Nesta área é que acontecem os processos associativos como pensamento, aprendizado, memória e comportamento social.

O lobo parietal recebe e processa todas as entradas somatossensoriais do corpo (toque, dor). As fibras da medula espinhal se distribuem pelo tálamo para várias partes do lobo parietal, essas conexões formam um “mapa” da superfície do corpo no lobo parietal.

O lobo occipital recebe e processa informações visuais diretamente dos olhos e relaciona essas informações com o lobo parietal e com o lobo frontal. Uma das coisas que essa região faz é interpretar as imagens invertidas que são projetadas pelo cristalino do olho.

O lobo temporal processas informações auditivas a partir dos ouvidos e as relaciona com a área sensitiva.

Ter conhecimento das funções do cérebro e dessas divisões auxilia muito nos processos de avaliação e terapia em fonoaudiologia. A Equipe Fonema está com os conhecimentos bem fundamentados para receber todo e qualquer caso que tenha envolvimento de lesão neurológica.

 

FONTE:  Neuroanatomia Funcional, Ângelo Machado. FIGURA: google.

 

O que é Afasia? Tem tratamento?

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Afasia significa a perda da capacidade de se usar a linguagem. Isso acontece em virtude de um dano cerebral. É preciso que o cérebro esteja saudável para que possamos falar, escrever, ler, compreender, fazer contas e, algumas vezes, até mesmo emitir sons. Isso não significa que haja algum tipo de problema com os lábios ou com a língua, como uma paralisia. O que acontece é que os impulsos cerebrais não estão se organizando adequadamente para que o indivíduo possa falar. Ele também não compreende bem o que se fala com ele, embora não esteja surdo. As palavras ditas ficam parecendo um amontoado de sons como, por exemplo, quando ouvimos uma língua estrangeira: ele ouve, apenas não compreende. Essas dificuldades  podem também se estender à leitura, à escrita, à matemática e também à problemas de locomoção. Por essa razão, tudo terá de ser reestruturado, através de estímulos adequados ao tipo de perda que iremos verificar.

O tratamento com fonoterapia traz muitos ganhos ao paciente. Normalmente fazemos exercícios de linguagem oral e escrita, mas não é a mesma abordagem que utilizamos com crianças em fase de alfabetização.

Normalmente o tratamento é longo, mas em 90% dos casos o resultado é surpreendente tanto na compreensão quanto na expressão do paciente.

FONTE: Introdução à Afasia. Elementos para diagnóstico e terapia. Regina Jakubovicz e Regina Cupello.