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Leitura e escrita na visão da fonoaudiologia

leitura

Quando a criança começa a aprender a ler, ela precisa começar a entender que os sons podem ser significados através de símbolos. Esses símbolos são os grafemas.

Existe um conflito natural para que seja possível a correspondência fonêmica-grafêmica. E é também por isso que o “falar errado” não pode ser considerado bonitinho e que não podemos deixar para depois.  É claro que cada idade tem um nível linguistico e fonético considerado adequado mesmo com processos fonológicos presentes. Mas hoje o esperado é que a criança complete os 4 anos de idade falando adequadamente todos os fonemas do português brasileiro.

Os processos fonológicos de substituição, omissão, simplificação, adição têm de ser superados antes da alfabetização da criança. Quando eu falo corretamente, passo pelo conflito fonêmico-grafêmico de uma maneira adequada e vou superando as dificuldades para adquirir a leitura e a escrita. Mas se eu falo errado, por exemplo “faca” no lugar de “vaca“, então em tenho o fator dificultador para a adequação da leitura. E outros problemas maiores podem coexistir desde baixo rendimento escolar até problemas emocionais.

É importante sanar dificuldades da fala antes da alfabetização, e também de acompanhar a aquisição da leitura e escrita da criança em fase de alfabetização. A fonoterapia nesses casos é fundamental e segue com as estratégias elementares em um processo como este.

 

A fonoaudiologia pode ajudar quem ronca?

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A resposta é SIM!

Roncar pode ser considerado normal, mas a grande verdade é que isso é sinal de que algo não vai bem.

Pense: é de se esperar que ao dormir, a boca se feche e que exista fluxo respiratório abundante para que o ar entre e saia do organismo através do nariz até os pulmões. Bom, se ocorre um barulho durante esse processo, significa que existe uma barreira mecânica à passagem deste ar, portanto, entra menos ar do que o organismo precisa durante todo esse tempo.

Não é novidade para ninguém que passamos cerca de um terço da vida dormindo. Mas alguém já parou para pensar na qualidade em que vivemos esse período de nossas vidas? Além de incomodar que está ao lado, o ronco pode trazer malefícios para o “roncador“? Existe uma maneira de controlar esse incoveniente?

As respostas são: sim, sim, sim. Mas não estamos falando em cura e sim de controle da situação.

Existem estudos sobre a qualidade do sono e os seus distúrbios que podem afetar pessoas de diferentes idades. Hoje existem inclusive especialidades médicas para diagnosticar o problema e tratar com medicamentos e aparelhos. A Fonoaudiologia não ficou para trás, também desenvolve estudos e atuação baseada em evidências científicas para reabilitar este indivíduo e devolver o precioso silêncio noturno para ele e sua família.

A boa notícia é que outras coisas melhoram na vida do indivíduo após o tratamento fonoaudiológico, como: capacidade de respirar, controle da mastigação e deglutição, tônus facial, estética, fala e, claro a qualidade do sono.

Normalmente o ronco alto e frequente, a sonolência diurna, irritabilidade e outros são sintomas da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) que é considerada uma doença crônica, progressiva que pode trazer acometimentos definitivos na vida do indivíduo.

O ronco é resultado da vibração de tecidos que ficam dentro da boca, nariz e garganta. Esses tecidos nesse caso são flácidos e ficam ainda mais quando a pessoa relaxa e se deita de barriga para cima. É mais incidente em pessoas gordas, mas pode aparecer também em indivíduos magros que apresentam essa flacidez.

O tratamento da fonoaudiologia possibilita tonificar essas estruturas e viabilizar que o ar flua abundante e livremente pelo nariz tirando de cena o ronco: esse ruído intenso que não apenas incomoda mas causa problemas para a saúde das pessoas.

Atenção! Para os casos em que a apnéia é grave, torna-se imprescindível uma solução imediata do problema e o profissional de referência para o caso é o Dr. Jorge Caran: 3275-2358

 

Atuação pré e pós cirurgia de redução de estômago

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Vamos sempre considerar que o nosso corpo é composto, em parte considerável, por músculos. Assim também o são a nossa face, nosso pescoço, nossas pregas vocais, e assim por diante. Se a pessoa se torna obesa, todo o seu corpo é acometido. Sem contar na razão pela qual o indívíduo engordou: fatores emocionais, mastigação deficiente, problemas metabólicos, ou um importante desleixo. Vale lembrar aquele velho dito popular: “existe magro que come muito, mas é muito difícil encontrar gordo que come pouco.” Na verdade, é certo que o gordo ou obeso come errado. Desde a escolha de seus alimentos até a maneira com que se alimenta.

Voltando ao nosso raciocínio, no obeso outras estruturas também são “gordas” e “flácidas”, como a musculatura mastigatória, músculos intrínsecos e extrínsecos da laringe, músculos do pescoço e assim por diante. Portanto, pode acontecer de virem associados à obesidade alterações vocais, dificuldades para mastigação, restrições alimentares, ronco, apnéia do sono e excesso de tecido adiposo em vias aéreas superiores, sem contar na possibilidade de alterações de dicção e na certeza de uma alteração no fator estético.

Após a cirurgia bariátrica (redução de estômago) é importante realizar ajustes na respiração, mastigação e fala. Além disso, é necessário correr atrás de uma musculatura facial menos flácida e mais bonita. Os outros fatores como o ronco e alterações vocais, por exemplo, vão tomando nova forma e se manifestando mais controlado uma vez que todo o aparelho fonador será trabalhado.

A Clínica Fonema é pioneira em tratamento pré e pós cirurgia bariátrica. Para saber mais sobre o assunto confira a reportagem do Conselho Federal de Fonoaudiologia:

Fonoterapia aperfeiçoa resultados
da cirurgia bariátrica
http://www.fonoaudiologia.org.br/publicacoes/comunicar48.pdf

Disfagia? O que é isso?

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Disfagia é o termo utilizado para a dificuldade de alimentação que pode acontecer por inúmeras razões. Em neonatos a prematuridade pode ser um fator determinante, em crianças e jovens devido a algum traumatismo mecânico ou neurológico e em idosos por doenças degenerativas, acometimentos neurológicos ou outros fatores.

A disfagia pode trazer uma série de prejuízos, dentre eles, o mais grave é o comprometimento da saúde dos pulmões.

A nossa laringe, em parceria com os lábios, esôfago, traquéia e outras estruturas, formam um time que trabalha para proteger os nossos pulmões (vias aéreas inferiores) através de um jogo pressórico mágico que não deixa entrar neles nem uma gota de água sequer. Mas se um jogador desse time apresentar algum desajuste em seu desempenho, o jogo pressórico pode não ser tão eficaz assim, então os pulmões estão correndo sério risco. Pode cair comida nas vias aéreas inferiores. Se isso acontecer, um ou mais dos seguintes sintomas podem estar presentes:

- tosse durante ou logo após a deglutição

- voz molhada (voz parecida com gargarejo)

- cianose (vermelhidão no rosto)

- dispnéia (alteração no ritmo da respiração da pessoa)

Além do mais, a pessoa apresenta maior dificuldade para terminar uma refeição, tem menos apetite e pode vir a se tornar desnutrida.

A disfagia, em muitos casos, tem cura e, em outros, pode ser gerenciada. O acompanhamento fonoaudiológico na maioria das vezes retoma alimentação oral segura ou pelo menos oferece algum prazer alimentar ao indivíduo. Mas casos em que nem isso é possível, trabalha-se para garantir integridade de vias aéreas inferiores.

“ATENÇÃO: A disfagia não é uma doença por si só, mas um sintoma de que alguma alteração pode estar ocorrendo, sendo imprescindíveis a orientação e o tratamento adequados.” (Conselho de Fonaoudiologia)

 

Higiene vocal

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É indiscutível que o principal instrumento de trabalho dos profissionais da voz (professores, cantores, radialistas, atores, jornalistas, operadores de telemarketing e outros) são as pregas vocais, comumente chamadas de cordas vocais.

No entanto, esses profissionais passam pela graduação e se inserem no mercado de trabalho sabendo pouco ou quase nada sobre anatomia e fisiologia vocal, ou seja, começam a trabalhar sem saber ao certo como funciona a principal ferramente de seu trabalho.

É por essa razão que as doenças vocais ainda acometem se não toda, grande parte dessa população.

O ideal seria agir preventivamente evitando o aparecimento de lesões, mas nem sempre isso é possível. Por isso, a Fonema coloca aqui os principais itens da Higiene Vocal.

Para quem deseja cuidar bem da voz e manter boa qualidade vocal, é essencial conhecer a Higiene Vocal.

Caso queria conhecer mais sobre o assunto, procure sobre o tema, discuta com outros profissionais da voz e procure um fonoaudiólogo que é quem estuda a fundo estas questões e pode orientar adequadamente para que o desempenho vocal seja sempre o melhor possível.

Vamos lá:

* Hidratoterapia: é a principal chave para que os problemas de voz sejam evitados. Precisamos bebericar água ao longo da jornada de trabalho, de preferência de 15 em 15 minutos em temperatura ambiente. É importante que se beba, no mínimo, 2 litro de água por dia.

*Fumo: assim como o ar que respiramos, a fumaça inalada através do cigarro também passa “em cima” das pregas vocais. Assim, passam junto com a fumaça inúmeras toxinas capazes de desencadear uam série de doenças para as pregas. Existe uma moléstia que é muito comum em fumantes e dão à voz um som característico.

* Hábitos vocais adequados: precisamos caprichar na hidratoterapia, na articulação, no padrão respiratório, aquecimento e desaquecimento vocal. Assim, controlamos os hábitos e temos maior probabilidade de manter a qualidade vocal e a saúde das pregas vocais.

* Posturas corporais adequadas: as pregas vocais estão em região cervical (pescoço), se o meu corpo está com uma postura inadequada, assim também estará o meu pescoço e será inevitável que as pregas vocais não sintam esse efeito.

* Alergias e mudanças de temperatura: atenção! Não deixe um processo alérgico descontrolado. Tenha contatos frequentes com o seu médico se for uma pessoa muito alérgica. E mantenha a hidratoterapia sempre em dia!

*Alimentação adequada: alguns alimentos como leite, café, chocolate podem não ser tão benéficos para a dinâmica vocal. Outros como água, maçã e alimentos leves podem somar como bons aliados no controle da qualidade vocal.

* Repouso vocal: lembrando que toda ferramenta de trabalho precisa ser “desligada” e bem cuidada para ser utilizada no dia seguinte.

* Controle do ar que inspiramos e expiramos: a laringe foi inicialmente utilizada apenas para a função respiratória, com o desenvolvimento das espécies ao longo dos anos, desenvolvemos a produção de sons. Então, surge uma pergutna: como emitir sons de qualidade, se não respiro adequadamente? Portanto, cuidado com o uso do ar de reserva e de falar, falar, falar, sem fazer pausas frequentes para respirar!

* Refluxo gastroesofágico: deve ser devidamente controlado e tratado pelo médico, a regurgitação de conteúdos gástricos do estômago podem recair sobre as pregas vocais causando lesões e edemas físicos afetando imensamente a qualidade vocal.

Ótimo! Apesar de ser apenas um resumo de outras tantas medidas que podem ser adotadas para melhorar o desempenho vocal, as informações acima podem, pelo menos, despertar um cuidado maior com o aparelho fonador e perceber quão interessante é carregar dentro de si o principal instrumento de trabalho: a sua voz!

Para esclarecimento de outras dúvidas, entre em contato conosco!

Hábitos de Sucção de Chupeta e Mamadeira

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Nós já sabemos que este é um assunto delicado e, muitas vezes, polêmico de ser abordado com os pais das nossas crianças que têm o hábito de usar a chupeta e a mamadeira.

Para aqueles papais e mamães mais aplicados, indicamos a leitura do livro “Hábitos de Sucção Chupeta e Mamadeira” das autoras Viviane Veroni Degan e Rosana Cristina Boni da Editora Pulso Editorial e publicado em 2004. Trata-se de um livro que aborda o tema de uma maneira interessante a leitura é acessível tanto aos fonoaudiólogos quanto aos demais interessados.

Para resolver um problema, precisamos entendê-lo, mas antes de mais nada: qual a razão pela qual os hábitos orais (sucção de chupeta, mamadeira, sucção de dedo, roer unhas) são considerados deletérios? Bom, a grande verdade é que estes hábitos podem não ser apenas “calmantes” ou “mimos” para as nossas crianças. Esses simples hábitos podem trazer alterações importantes nos órgãos fonoarticulatórios que são os lábios, a língua, as bochechas e também no crescimento dos ossos da face assim como desarmonia na arcada dentária.

Isso mesmo! Chupar dedo ou bico pode deixar os dentes do seu pimpolho tortos por assim dizer, e daí em diante, a língua pode se projetar, os lábios podem perder força muscular, ele pode ter mais dificuldade para mastigar e comer alimentos mais consistentes… Sem contar na probabilidade maior de falar errado para a idade e de apresentar dificuldades para a alfabetização

Isso é coisa séria!

Existem algumas teorias sobre a etiologia do hábito oral deletério, mas muito mais importante do que saber quando e como começou o erro é saber parar de errar! E nesse caso o ditado de “nunca é tarde” não se aplica porque quanto maior o tempo do uso de chupeta ou de mamadeira, por exemplo, maiores os acometimentos e mais difícil será correr atrás do prejuízo.

Portanto, desde já você pode encorajar a sua criança a tomar o leite no copo e a se livrar do hábito de sucção de chupeta! E seja seu aliado! Nada de oferecer o leite na mamadeira só mais uma vezinha para o seu eterno bebê…