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Fisiologia da Fonação

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Tudo o que for diagnosticado na avaliação vocal deve ter pelo menos uma justificativa no campo da fisiologia, da mesma forma que cada exercício deve ser realizado com consciência fisiológica e baseado em evidências científicas.

Apesar de cada paciente ser único, com manifestações particulares da disfunção vocal, existe algo que não foge da objetividade que são alterações em bordas livres de pregas vocais como: pólipos, nódulos e outras.

Por esta razão, o exame de imagem das pregas vocais, como a videolaringoestroboscopia,  deve ser realizado para que os exercícios adequados sejam selecionados e para que a avaliação clínica (mais subjetiva) seja ainda mais fidedigna.

Quando falamos em disfonias, estamos nos referindo tanto à rouquidão quanto à dificuldades com relação ao som que se produz, por exemplo: voz anasalada, resistência vocal diminuída, tensões na região do pescoço.

O fonoaudiólogo deve ter a habilidade para integrar as dimensões perceptivas, acústicas, fisiológicas e psicológicas.

O sucesso terapêutico depende da avaliação e tratamento adequados, adesão e confiança do paciente e do prognóstico da lesão pré-existente.

Sem dúvida, estar em boas mãos é definitivo.

A Equipe Fonema está treinada e preparada para atender este tipo de problema. Conte conosco. Agende seu horário!

FONTE: Tratado de Fonoaudiologia, 2004. Editora Roca.

 

 

 

Entenda como funciona nosso cérebro!

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O cérebro humano é realmente fantástico! Ele se divide em áreas (lobos delimitados por sulcos) e cada uma dessas áreas tem uma responsabilidade específica para manter todos os nossos sentidos em pleno funcionamento.

O lobo frontal é responsável pelas nossas habilidades motoras (incluindo fala) e pelas funções cognitivas. Nesta área é que acontecem os processos associativos como pensamento, aprendizado, memória e comportamento social.

O lobo parietal recebe e processa todas as entradas somatossensoriais do corpo (toque, dor). As fibras da medula espinhal se distribuem pelo tálamo para várias partes do lobo parietal, essas conexões formam um “mapa” da superfície do corpo no lobo parietal.

O lobo occipital recebe e processa informações visuais diretamente dos olhos e relaciona essas informações com o lobo parietal e com o lobo frontal. Uma das coisas que essa região faz é interpretar as imagens invertidas que são projetadas pelo cristalino do olho.

O lobo temporal processas informações auditivas a partir dos ouvidos e as relaciona com a área sensitiva.

Ter conhecimento das funções do cérebro e dessas divisões auxilia muito nos processos de avaliação e terapia em fonoaudiologia. A Equipe Fonema está com os conhecimentos bem fundamentados para receber todo e qualquer caso que tenha envolvimento de lesão neurológica.

 

FONTE:  Neuroanatomia Funcional, Ângelo Machado. FIGURA: google.

 

O que é Afasia? Tem tratamento?

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Afasia significa a perda da capacidade de se usar a linguagem. Isso acontece em virtude de um dano cerebral. É preciso que o cérebro esteja saudável para que possamos falar, escrever, ler, compreender, fazer contas e, algumas vezes, até mesmo emitir sons. Isso não significa que haja algum tipo de problema com os lábios ou com a língua, como uma paralisia. O que acontece é que os impulsos cerebrais não estão se organizando adequadamente para que o indivíduo possa falar. Ele também não compreende bem o que se fala com ele, embora não esteja surdo. As palavras ditas ficam parecendo um amontoado de sons como, por exemplo, quando ouvimos uma língua estrangeira: ele ouve, apenas não compreende. Essas dificuldades  podem também se estender à leitura, à escrita, à matemática e também à problemas de locomoção. Por essa razão, tudo terá de ser reestruturado, através de estímulos adequados ao tipo de perda que iremos verificar.

O tratamento com fonoterapia traz muitos ganhos ao paciente. Normalmente fazemos exercícios de linguagem oral e escrita, mas não é a mesma abordagem que utilizamos com crianças em fase de alfabetização.

Normalmente o tratamento é longo, mas em 90% dos casos o resultado é surpreendente tanto na compreensão quanto na expressão do paciente.

FONTE: Introdução à Afasia. Elementos para diagnóstico e terapia. Regina Jakubovicz e Regina Cupello.

Gagueira

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A gagueira é uma desordem de fala. Durante os anos de aquisição e desenvolvimento da linguagem é comum que existam períodos variáveis no grau de fluência.

É comum para as crianças que estão aprendendo a falar possuir uma velocidade de pensamento que não acompanha sua velocidade verbal, ou seja, a criança pensa muito mais rápido do que fala e assim é esperado que ela apresente uma disfluência, uma gagueira. Há a chamada Gagueira Infantil ou Disfluência Normal, que é considerada normal para as crianças de 2 até 5 anos de idade. Nessa fase, a criança encontra algumas dificuldades em lidar com a língua (selecionar palavras para se expressar, necessidade de relatar algo em um pequeno espaço de tempo, etc.) apresentando consequentes repetições, prolongamentos ou hesitações.

Como não temos como prever quais das crianças que se encontram nessa fase persistirão gaguejando, é de fundamental importância o trabalho de prevenção logo após o surgimento das primeiras manifestações.

De acordo com a forma com que as pessoas vão agir perante a criança que apresenta essa disfluência (considerada normal nessa fase), o caso pode não ser instalado e agravado.

Após esse período, temos a instalação do distúrbio e a melhor indicação é a procura o quanto antes de um fonoaudiólogo.

A maioria das crianças supera com sucesso os períodos de disfluências   (mais de 50% recuperam o padrão fluente). Para outros, a disfluência se mantém ou se agrava, podendo ou não chegar a associar movimentos corporais ao ato da fala.

Atualmente, sabe-se que a gagueira decorre de uma predisposição hereditária, associada a fatores ambientais estressantes, que podem ser linguísticos, psicológicos ou sociais. A soma desses fatores ou um deles isoladamente poderá levar à manifestação dos sintomas.

A porcentagem da população que gaguejou em algum momento de sua vida é de 4%. No entanto, após a puberdade tal número sobe para 5%. A partir daí, tende a declinar, chegando à fase adulta com um índice de 0,8% entre a população em geral.

FONTE: Coleção Fono na Escola. Dificuldades na Linguagem. Márcia Honora e Mary Lopes Esteves Frizanco. Editora Ciranda Cultural.

Transporte público para combater autismo

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Saiu na Revista Super Interessante (edição de novembro de 2011) uma entrevista  sobre a estimulação de linguagem para autistas.

Essas crianças  têm facilidade para adaptação à rotinas, previsibilidades, situações repetitivas. A maneira com que os metrôs da cidade de Nova York  funcionam, possibilita essa previsibilidade, essa repetição que tanto agrada aos pequenos de diversas idades com esse diagnóstico.

A ideia inicial foi lançada no Museu de Transporte de Londres através de um programa extracurricular chamado Subway Sleuths (detetives do metrô) e foi adotada também agora em agosto pelo Museu de Trânsito de Nova York.

O objetivo é usar a história do metrô da cidade para ajudar as crianças a se conectarem com o mundo. O relato é que as crianças que participam do programa são fanáticas pelo sistema de transporte a ponto de saber até o número de degraus de cada estação da cidade.

A literatura científica atual diz que apesar do grande volume de pesquisas produzidas na última década, dificilmente o diagnóstico é feito antes dos dois anos de idade e, muito frequentemente, essa demora do diagnóstico é resultado de uma atitude bem intencionada, que tende a minimizar as diferenças entre o desenvolvimento normal e o que é observado na criança em questão.

Mais importante do que saber qual foi a data do diagnóstico é assumir o caso com muita dedicação. Sabe-se que o autista bem estimulado potencializa suas habilidades e pode alcançar bons resultados em termos de aprendizado, alfabetização, socialização e desenvolvimento emocional.

Por isso, queridos pais, não pensem em tempo perdido, pensem em não perder tempo! Sua criança pode até receber algum rótulo que seja muito doloroso de enfrentar como nos casos de diagnóstico de autismo. Mas pode também ser uma oportunidade única de assumir a situação e de alcançar ganhos muitas vezes inimagináveis!

Confie no trabalho da Fonoaudiologia e espere o melhor!

 

 

Sinais precoces de distúrbio do desenvolvimento

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Muitas vezes a linguagem só é percebida quando existe a oralidade através das palavras faladas. Nos casos de alterações, esperar por este momento, pode ser tarde demais!

As manifestações da linguagem  ocorrem muito antes da fala quando a criança começa a se colocar no mundo, manipular objetos, provocar uma resposta dos adultos e até mesmo responder a um estímulo de maneira condicionada ou espontânea.

As respostas e reações dos bebês nos dão pistas sobre o aprendizado deles, ficar atento a estes aspectos pode possibilitar intervenção precoce e estimulações que possibilitam o desenvolvimento normal.

É necessário perceber:

  • Muita extensão de cabeça
  • Muita assimetria nos corpinho do bebê
  • Falta de elevação de cabeça quando está de barriga para baixo
  • Uso muito predominante de um braço ou uma perna
  • Irritabilidade excessiva ou apatia
  • Pneumonias repetidas
  • Contato difícil entre mãe-bebê
  • Reações excessivas ao manuseio
  • Falta de aconchego no colo
  • Ausência do sorriso social
  • Pouca ou nenhuma produção sonora
  • Predominância de sons nasais (choro nasal)
  • Contato precário com o ambiente
  • Dificuldade ou nenhuma localização aos sons

Tais comportamentos podem indicar alterações permanentes ou transitórias, independente do tipo de problema, sempre há algo que possa ser feito para auxiliar o desenvolvimento de uma criança e quanto antes melhor!!

Estamos sempre à disposição no que for preciso para auxiliar estes pequenos!

 

Distúrbio da voz pode ser reconhecido como doença relacionada ao trabalho

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De acordo com o Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) ” um protocolo está sendo elaborado para orientar os profissionais que lidam com doenças ocupacionais sobre os procedimentos nos casos de suspeita de alguma alteração vocal grave.

As discussões que deram origem ao protocolo de Distúrbio de Voz Relacionada ao Trabalho começaram em 1997. Desde então foram realizados vários eventos para a elaboração do documento.

À época, o Conselho Federal de Fonoaudiologia encaminhou, para alguns fonoaudiólogos, ofício circular que considerava que muitas alterações na laringe, com consequentes disfonias, poderiam ser caracterizadas como doenças ocupacionais.

Em 2006, o protocolo foi concluído, mas as mobilizações para sua regulamentação esfriaram. Só voltaram à carga este ano, com o CFFa e os Cerests de São Paulo e Rio de Janeiro encabeçando as conversas com o Ministério da Saúde.

Hoje, o protocolo está sendo avaliado pelo Comitê Brasileiro Multidisciplinar de Voz Ocupacional. Na sequência, será encaminhado à Coordenadoria de Atenção à Saúde do Trabalhador, do Ministério da Saúde. Se aprovado, o documento seguirá para audiência pública. “

É importante que este assunto seja tema pois é muito incidente o número de doenças vocais devido ao uso abusivo da voz pelos professores (um dos profissionais que utilizam a voz como instrumento de trabalho).

Ir mais além do que considerar a disfonia uma doença ocupacional seria também adotar os microfones e orientações fonoaudiológicas como instrumentos atenuadores. No entanto, o melhor dos mundos seria incluir na formação acadêmica de qualquer professor, disciplinas que esclareçam sobre o aparelho fonador e orientações específicas para cada caso antes da entrada no mercado de trabalho. Certamente, essas medidas diminuiriam, em muito, os acometimentos vocais.

 

 

 

 

Dia Nacional do Surdo- ASMG

26setembro dia do surdo
A Associação dos Surdos de Minas Gerais também comemorou o dia nacional do surdo com muito carinho, festejar esse dia é muito mais do que apenas colocar o tema em pauta. Mas também se sentir parte importante da camada ativa da população.
Confira abaixo alguns videos que ilustram esse dia tão importante!

Amamentação: a experiência que estreia funções orais.

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Que a amamentação é essencial para os neonatos e bebês muitos já sabem, a novidade é que este é uma ato que precede algumas funções orais como a fala, por exemplo. O ato de sugar promove crescimento crânio-cefálico e também fortalece lábios e língua deixando o aparelho fonador preparado para o momento de aprender os fonemas.
Amamentar garante que o bebê tenha energia suficiente para manter suas necessidades vitais, favorece o vínculo com a mãe e tem grande valia no estabelecimento adequado das questões emocionais. Artigos recentes referem que este ato auxilia que a mãe volte ao peso antes da gravidez com um up nos benefícios.
A amamentação é uma experiência essencial para promover crescimento crânio-cefálico adequado, fortalecimento dos músculos da face e é uma preliminar de outros aprendizados que envolvam o sistema estomatognático, dentre eles o ato de sugar, mastigar, falar e deglutir.
O bebê que tem a oportunidade de mamar exclusivamente nos primeiros 6 meses de vida se vê livre de doenças crônicas, se protege melhor das infecções oportunistas, tem melhor desenvolvimento cognitivo, emocional e motor e menor chance de desenvolver problemas de fala.
o seio materno funciona como aparelho ortodôntico natural, a posição correta dentro da boca ao sugar promove amadurecimento neuromuscular e desenvolvimento orofacial adequado.
A sucção acontece ainda dentro do útero materno e é a função que precede todas as outras experiências orais. A ausência do ato de sugar pode acarretar a desnutrição.
Podemos fazer uma varredura literária em todas as disciplinas da área da saúde correlacionando com a amamentação e, certamente, todas farão pontuações positivas. Então, recém-mamães, aí vai mais um desafio para vocês: amamentar!! Se for uma tarefa difícil e nem tão romântica assim como prezam os demais, procure ajuda não perca tempo!

Fonoaudiólogos escolares

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Na escola, o fonoaudiólogo atua de forma preventiva e educacional, enquanto que em clínicas e hospitais essa atuação é terapêutica e preventiva. As condutas abrangem:

COM ALUNOS:
* Otimizar o desenvolvimento da linguagem oral, leitura e escrita.
* Promover estratégias de prevenção e controle de abusos e riscos para a voz e audição.
* Estimular a eliminação de hábitos inadequados relacionados às alterações fonoaudiológicas.
* Detectar precocemente alterações fonoaudiológicas relacionadas à audição, voz, motricidade orofacial e linguagem oral e escrita.
* Encaminhar para profissionais, quando necessário, e acompanhar os tratamentos externos à escola.

COM PROFESSORES:
* Orientar quanto aos cuidados com a voz.
* Ensinar estratégias vocais para conservação e maximização da voz, durante o uso profissional.
* Promover informações quanto às alterações fonoaudiológicas, como desenvolvimento normal da linguagem oral, leitura e escrita, e como estes podem ser otimizados em sala de aula.
* Capacitar o profissional para detecção de possíveis alterações fonoaudiológicas que seus alunos venham a apresentar.
* Encaminhar o professor que apresentar alterações vocais para o atendimento fonoaudiológico.

COM PAIS:
* Orientar sobre o desenvolvimento normal da criança e as alterações fonoaudiológicas comuns na infância.
* Orientar sobre a importância do estímulo familiar para otimização do desenvolvimento da criança.
* Detectar o possível problema do filho e apresentar explicação quanto aos encaminhamentos necessários.